Panorama

by Vario Chroma

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about

Nosso primeiro EP.
Gravado e mixado em casa.

credits

released January 20, 2014

Marco Tulio Ramos (vocali)
Ramon Cardinali (bass)
Pedro Herrera (ex-drums)

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license

all rights reserved

about

Vario Chroma Belo Horizonte, Brazil

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Track Name: Medo
Protesto aqui
Meu querer
De fugir

Te deixo a culpa

Confesso assim,
Te relevo e sinto que...

Tarde em paz
Não sinto em ti,
Tudo que precisei
Quando precisei
Tarde... Tarde...

Lamente a sua ausência
Seus tormentos que não temo
Das tuas coisas que não levo

Ah...

Tantos “se’s” amedrontam
Minha mente nublada
Foi por medo de errar que
Me tranquei em mim

Seu medo aqui,
Insiste em me buscar
Não se alimente dos meus eu’s
Remova o seu pesar

Seu medo aqui,
Insiste em me buscar
Os seus vazios não precisam
Tão forte, se arrastar
Track Name: Satanis
O obscuro do peito no escuro se revela.
Invisível outrora... Tão claro que me chama.

Cores mortas no meu peito trazem o frio que destrói
Nem tudo o que constrói
A tua voz agride os meus desejos

Me perco na sua beleza que,
Por ser só,
– Vento que se distrai –
Me aconchego nas suas criações

O nebuloso limiar entre a doença e a causa
A união entre forças opostas
O equilíbrio entre o sangue e a felicidade

O que pende com a harmonia entre o certo e o errado
O paradoxo e a falta de ordem... Falta de ordem...
Ordem alguma levando ao caos

Traga aqui
Aquilo tudo que detêm
Mas em forma de sofrer

Pra mim tudo é paixão
A agonia traz
Areia quente como dança

Seu corpo, além
Ver o todo se esvaindo
Sentir a luta a fio

E apreciar
Isso não é mais forte
Não leva a “alguma parte”

Mentes delicadas e espertas como pássaros cegos

Seus olhos são como um abismo
Lindos no calor
Que enxergo ao seu redor
A minha dor me lembra seus sorrisos

Se perduro na procura,
Encontro o caos
Me mancho de rancor
E lembro tudo que não compreendo em ti

E o eterno pede um tempo
Para vir à superfície
Do meu sentimento, enfim.

Se traz um nada a quem quisera tudo

Mas não vem
Solto das correntes que tenho
Não sou alguém preso

Nem saudade ou projeção,
Nem romantismo.
Meu querer reside aqui.

Se o meu tempo resistir à força dos ponteiros,
Quero que me leve lá...

Se o meu tempo aguentar,
Me leve lá

“Veneno-vício”
Track Name: Certezas e Fantasmas
“Quem vai ficar?”
Espero ao vento
As tuas respostas
Temo o fim
“Se”, “talvez”, “será”...
“Querer”

De novo vai
Repete a tristeza
Compete a mim
Caminhar
Sair, sorrir...
Sofrer,
Seguir

Roucos que não voltam
Certezas e fantasmas
Imóvel, me observas
E não vê

Vidros que se abraçam
Atrás do que não sei
E atraso o que me resta
De ti

Sabe lá o que é real?
Queria ter as minhas asas aqui
E desmancho o todo que fez
Voltar

Nada senão o bom e velho “eu”
No mesmo lugar!

Não tenho o fim de tudo
Nem mesmo belas frases
Se trago alguns dos versos
São meus; bem meus

Renovo minhas verdades
Tão fracas quanto são
Me entrego a sentir
Track Name: pt
Sinto que sou fake
Governo o que sei
Sustento na cara

Inverto a plongée
Percebe?
Minha pele parda é coberta

Mas... ok!
Se quiser, te ensino
Tudo bem,
Um dia podes ser alguém

Subo os degraus
Monto o que me mantem
Crio o saber
Castelo

Quer ser?
Bom?

E eu... vou... vou crescer
E vou ser... ser você!

E perder meu tempo
Não sendo eu.

Foda-se!
Track Name: Paredes
Paredes machadas, alterações.
A garganta reclama “revolução”

A vontade já foi mais presente
Pra onde foi toda sua indignação?

Meu anseio é ver transbordar
A revolta trancada em cada um

O absurdo de silenciar
O que não convêm para o lugar comum

Toda causa será perdida enquanto o indivíduo for mais importante.

O poeta servirá ao seu tempo
Ou perecerá na ilusão de ter feito a sua função

Dias talvez,
Pra quem sabe onde gritar!

Se pudessem quebrar
A cegueira da ilusão
De que se é só mais um...

Leis não contra as leis.

[Eu não quero viver com minha liberdade privada
Nem mesmo ser lesado por continuar vivendo]

Diante de tanta loucura o que posso fazer?
Até quando vamos empurrando a resolução?

Conivência é a droga que causa destruição
A ousadia vai nos dar início à libertação
Track Name: Constante Despedida
Ainda espero o fim de tudo
Contemplo as minhas mãos
Me dizem em sua palidez,
Confessam a direção

Caminho sozinho
O retrato dos pés que tocam o chão
Sigo às laterais das ruas que se acabam
Todas as curvas levam a multidão

Ah...

Sei, não vais responder por mim nos tempos que virão
Talvez, tão nobres serão e tão bons serão. Talvez.

A inconstância faz de mim
Trago e levo a dor
Ao som, submerso eu vou,
E confesso eu vou
E a tormenta se desfaz...

Sonho
Vai...
Desfaz...

Sei, não vais responder por mim nos tempos que virão
Por mais que queira chorar, a chama será bem mais...

Deve ser a razão pela qual permaneço então,
No eterno movimento de despedir
E o momento se desfaz...